Black Friday: o alerta que ninguém te contou

Todos os anos, a Black Friday chega com promessas de “maior desconto do ano”, “oportunidade única” e “corre antes que acabe!”.

Mas a verdade é que, muitas vezes, o consumidor cai em promoções maquiadas.

Vamos olhar o caso de uma Máquina de Lavar Electrolux 15kg, usada aqui meramente como exemplo prático e didático.

1. O anúncio parece bom… até você olhar o histórico

Preço divulgado:

Como você pode perceber, na oferta atual:

  • Preço original informado: R$ 2.159,00
  • Preço na Black Friday: R$ 1.799,00
  • Suposto desconto: 16% OFF

Só que existe um problema: a comparação está sendo feita com um preço inflado, não com o preço real praticado no mercado ao longo do ano.

E é aqui que muitos consumidores caem.

2. O histórico revela a verdade que o anúncio esconde

Agora veja o histórico dos preços nos últimos 6 meses (Fonte: Buscapé):

Agora você observa que nas imagens do gráfico de preço:

  • O valor médio do produto gira entre R$ 1.700 e R$ 1.800 na maior parte dos últimos 6 meses.
  • O menor preço registrado faz pouco tempo foi R$ 1.130, em 08 de agosto de 2025 (cerca de 3 meses antes da Black Friday).
  • Hoje, o preço “promocional” está R$ 1.709.

Ou seja, o anúncio diz “R$ 1.799 na Black Friday”, mas o preço dias antes e dias depois se mantém praticamente no mesmo patamar.

No caso exemplificado, o menor preço registrado faz pouco tempo foi R$ 1.130, em 08 de agosto de 2025 , um valor R$ 669 a menos do que o “promocional” de R$ 1.799 na Black Friday .

Não existe promoção real, é apenas marketing agressivo com base em um preço artificialmente alto.

3. Entenda: isso é a famosa prática “metade do dobro”

A Black Friday no Brasil ficou marcada por esse problema:

  1. Eleva-se o preço semanas antes do evento,
  2. Para então “reduzir” no dia, simulando um grande desconto.

O Código de Defesa do Consumidor considera isso publicidade enganosa, pois distorce a percepção real de vantagem.

4. O que você deve observar para não ser enganado

Histórico de preços (o passo mais importante)

Sempre consulte o gráfico dos últimos meses. Se o valor da “promoção” já apareceu inúmeras vezes antes, não é promoção.

Fuja de percentuais mágicos

Descontos como “40% OFF” ou “60% OFF” devem ser confrontados com o histórico.

Compare em pelo menos 3 lojas

Compare em sites como Mercado Livre, Amazon, Magazine Luiza e site oficial — nunca confie em um único anúncio (desconfie de todos.

Desconfie de preços riscados sem critério

“De R$ 2159 por R$ 1799”. Esse “2159” pode nunca ter sido o preço real.

5. Por que as lojas fazem isso?

  • Para estimular compras impulsivas
  • Para criar impressão de urgência
  • Para gerar sensação emocional de “ganho” ao consumidor
  • Para aumentar ticket médio em datas especiais

E funciona — especialmente quando as pessoas não conferem o histórico.

6. O que o consumidor deve fazer este ano (e sempre)

  • Verifique o histórico do produto ANTES da Black Friday — de preferência pelo menos uns 90 dias antes.
  • Use sites como Buscapé, Zoom, JáCotei e Pelando.
  • Salve prints das ofertas reais, caso precise denunciar.
  • Tenha em mente que promoção real não precisa de maquiagem.

Conclusão: Black Friday não é armadilha — mas muitos anúncios são

As imagens analisadas mostram um padrão comum no varejo brasileiro: uma falsa oferta criada artificialmente por um preço inflado.

Comprar na Black Friday pode valer a pena, mas somente quando o consumidor:

  • analisa dados,
  • compara preços,
  • ignora o hype emocional,
  • e usa ferramentas de verificação.

A melhor defesa é simples: informação + histórico de preços = compra consciente.

Se você passou por algum problema durante a Black Friday, entre em contato com a nossa equipe que teremos o maior prazer em lhe atender.

O link do WhatsApp está em algum lugar do lado direito da tela e no final.

Boas compras!