Tempo de Leitura: 2 a 3 minutos
Todos os anos, a Black Friday chega com promessas de “maior desconto do ano”, “oportunidade única” e “corre antes que acabe!”.
Mas a verdade é que, muitas vezes, o consumidor cai em promoções maquiadas.
Vamos olhar o caso de uma Máquina de Lavar Electrolux 15kg, usada aqui meramente como exemplo prático e didático.
1. O anúncio parece bom… até você olhar o histórico
Preço divulgado:

Como você pode perceber, na oferta atual:
- Preço original informado: R$ 2.159,00
- Preço na Black Friday: R$ 1.799,00
- Suposto desconto: 16% OFF
Só que existe um problema: a comparação está sendo feita com um preço inflado, não com o preço real praticado no mercado ao longo do ano.
E é aqui que muitos consumidores caem.
2. O histórico revela a verdade que o anúncio esconde
Agora veja o histórico dos preços nos últimos 6 meses (Fonte: Buscapé):


Agora você observa que nas imagens do gráfico de preço:
- O valor médio do produto gira entre R$ 1.700 e R$ 1.800 na maior parte dos últimos 6 meses.
- O menor preço registrado faz pouco tempo foi R$ 1.130, em 08 de agosto de 2025 (cerca de 3 meses antes da Black Friday).
- Hoje, o preço “promocional” está R$ 1.709.
Ou seja, o anúncio diz “R$ 1.799 na Black Friday”, mas o preço dias antes e dias depois se mantém praticamente no mesmo patamar.
No caso exemplificado, o menor preço registrado faz pouco tempo foi R$ 1.130, em 08 de agosto de 2025 , um valor R$ 669 a menos do que o “promocional” de R$ 1.799 na Black Friday .
Não existe promoção real, é apenas marketing agressivo com base em um preço artificialmente alto.
3. Entenda: isso é a famosa prática “metade do dobro”
A Black Friday no Brasil ficou marcada por esse problema:
- Eleva-se o preço semanas antes do evento,
- Para então “reduzir” no dia, simulando um grande desconto.
O Código de Defesa do Consumidor considera isso publicidade enganosa, pois distorce a percepção real de vantagem.
4. O que você deve observar para não ser enganado
✔ Histórico de preços (o passo mais importante)
Sempre consulte o gráfico dos últimos meses. Se o valor da “promoção” já apareceu inúmeras vezes antes, não é promoção.
✔ Fuja de percentuais mágicos
Descontos como “40% OFF” ou “60% OFF” devem ser confrontados com o histórico.
✔ Compare em pelo menos 3 lojas
Compare em sites como Mercado Livre, Amazon, Magazine Luiza e site oficial — nunca confie em um único anúncio (desconfie de todos.
✔ Desconfie de preços riscados sem critério
“De R$ 2159 por R$ 1799”. Esse “2159” pode nunca ter sido o preço real.
5. Por que as lojas fazem isso?
- Para estimular compras impulsivas
- Para criar impressão de urgência
- Para gerar sensação emocional de “ganho” ao consumidor
- Para aumentar ticket médio em datas especiais
E funciona — especialmente quando as pessoas não conferem o histórico.
6. O que o consumidor deve fazer este ano (e sempre)
- Verifique o histórico do produto ANTES da Black Friday — de preferência pelo menos uns 90 dias antes.
- Use sites como Buscapé, Zoom, JáCotei e Pelando.
- Salve prints das ofertas reais, caso precise denunciar.
- Tenha em mente que promoção real não precisa de maquiagem.
Conclusão: Black Friday não é armadilha — mas muitos anúncios são
As imagens analisadas mostram um padrão comum no varejo brasileiro: uma falsa oferta criada artificialmente por um preço inflado.
Comprar na Black Friday pode valer a pena, mas somente quando o consumidor:
- analisa dados,
- compara preços,
- ignora o hype emocional,
- e usa ferramentas de verificação.
A melhor defesa é simples: informação + histórico de preços = compra consciente.
Se você passou por algum problema durante a Black Friday, entre em contato com a nossa equipe que teremos o maior prazer em lhe atender.
O link do WhatsApp está em algum lugar do lado direito da tela e no final.
Boas compras!
